Como otimizar a Operação através de melhorias na IHM – Parte 4 – A Representação das Medições

“The power of the unaided mind is highly overrated…
The real powers come from devising external aids that enhance cognitive abilities.”

Donald Norman

A forma de representação das medições nas IHM’s é um aspecto que apresenta, quase sempre, oportunidades de melhorias significativas.

Um valor medido representado apenas pelo número na tela, faz com que o operador tenha que processar mentalmente o valor para saber se o mesmo está alto/baixo, errado, aumentando/diminuindo, ou se está próximo de entrar na região de alarme. Isto onera a sua memória de trabalho e reduz a sua capacidade cognitiva. Com a experiência o operador se torna mais eficiente nesta tarefa, mas sempre estará de alguma forma sobrecarregado. Veja que esta carga é multiplicada pela quantidade de medições apresentadas na tela. Os limites estabelecidos normalmente somente podem verificados através do acesso aos dados do ponto clicando na medida (faceplate).

Para facilitar a identificação rápida da qualidade das medidas, é recomendável que, pelo menos as medições mais críticas do processo, sejam representadas na forma analógica.

Veja a figura abaixo da série Star Trek e compare com a representação numérica:

Temp.=36.5 :: Brain=70 :: Lungs=1.8 :: CELL RATE=5.5 :: BLOOD=20.0 :: BLOOD T=8.0

charliex021

Os dashboards permitem uma identificação muito mais rápida da saúde de um processo, sendo especialmente recomendáveis nos gráficos pertencentes aos níveis 1 e 2 da hierarquia de navegação.

Alguns tipos de representação úteis são:

  • Gráfico de barra vertical;
  • Gráfico de barra horizontal;
  • Gráfico de bala (bullet chart);
  • Gráfico de caixa de dispersão (box plot);
  • Gráfico de teia ou radar.

Gráficos de pizza e donut não são recomendáveis para mais de 2 medidas no mesmo gráfico, pois não permitem facilmente a comparação das grandezas.

Gráficos do tipo manômetro (gauge) também não são ideais pois tomam muito espaço, sendo muitas vezes colocados por questões de marketing, pois imitam a realidade (skeumorphism), com a utilização desnecessária de sombreados, reflexos e cores brilhantes.

Outra forma de representação muito recomendada são os gráficos de tendência (trends). Estes são muito úteis pois permitem identificar se a medida está estável, ou se está se aproximando da faixa de alarme e com que rapidez. Assim o operador pode atuar preventivamente de modo a evitar violações e a tornar o processo mais otimizado, econômico e seguro. Estes gráficos devem ser plotados diretamente na tela, não basta ter a funcionalidade disponível para que o operador abra um utilitário de plotagem.

Para a representação puramente numérica é importante:

  • Cor de texto não muito destacada;
  • Fonte sem serifa com números monoespaçados e que renderize sem serrilhados;
  • Tamanho e contraste que permitam boa legibilidade;
  • Reservar cores para representar falha ou alarme e não para o tipo/unidade da medida;
  • Representação da unidade ao lado do valor em cor esmaecida;
  • Posicionamento em ordem coerente;
  • Evitar mostrar casas decimais desnecessárias;
  • Uso de símbolos para representar direção de fluxo e aumento/redução de valor.
muw004_bild7
Fonte: Automationline.de

No próximo artigo tratarei sobre a documentação da IHM.

Ricardo Olsen in-2c-14px, MEng. :: https://dscsys.com

#SCADA #HMI #IHM #interface #ISA101 #operação #subestação #medições

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s